MILHO E FEIJÃO | Governo amplia para 1,5 mil hectares plantio em comunidades indígenas

Assessoria de Comunicação
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O sucesso do projeto de plantio de grãos em comunidades indígenas em 2021 garantiu a continuidade do trabalho em 2022. Com um investimento de R$ 15 milhões, a proposta é passar dos atuais 800 hectares para 1,5 mil. O anúncio foi feito pelo governador Antonio Denarium durante uma rodada de conversa com prefeitos e representantes dos municípios do interior, na manhã desta segunda-feira, dia 20, na Secretaria do Índio.
 
O governador ressaltou que o projeto é destaque nacional. "Este é o maior programa de agricultura familiar indígena do Brasil. Em 2021 investimos cerca de R$ 8 milhões e com os bons resultados, vamos ampliar para R$ 15 milhões. Esse recurso é utilizado na aquisição de máquinas e equipamentos, sementes, fertilizantes, adubos e calcário e também para viabilizar a colheita e auxiliar na comercialização. Além disso, disponibilizamos treinamento para os indígenas, para que eles possam trabalhar com trator, plantadeira e colheitadeira. Com isso, garantimos segurança alimentar e a profissionalização nas comunidades", pontuou o governador.
 
Denarium frisou que além da subsistência, o projeto também se preocupa com a questão ambiental. "Com esse trabalho do Governo do Estado não há necessidade de fazer novos desmatamentos, pois o plantio está sendo efetuado em cerrado ou em áreas desmatadas no passado, fazendo a recuperação que é muito importante a preservação ambiental", explicou.
 
O secretário do Índio, Marcelo Pereira, ressaltou que o diálogo com as prefeituras é fundamental para o sucesso do projeto. "Hoje estamos nos reunindo com as prefeituras dos municípios atendidos para que em parceria com o Estado, possamos ampliar ainda mais a capacidade de atendimento dessas demandas do projeto. Os prefeitos estão nos auxiliando na identificação das novas áreas de plantio e no mês de janeiro já vamos começar os trabalhos nessas localidades", declarou.
 
Para o prefeito de Pacaraima, Juliano Torquato, as expectativas foram superadas. "Neste ano que está acabando, conseguimos plantar 70 hectares. Para 2022, queremos chegar a marca de 200 hectares, beneficiando ainda mais as nossas comunidades indígenas", disse.
 
Carteira Nacional do Artesão
 
Na mesma oportunidade, a Secretaria do Índio beneficiou 10 artesãos indígenas com a Carteira Nacional do Artesão. Além destas entregas, a pasta trabalha na confecção de mais 200 carteiras.
 
A diretora do Centro de Artesanato Indígena Ko'go Damiana, Síria Mota, explicou que estas são as primeiras carteiras entregues em Roraima. O documento é emitido por meio de uma parceria com o Programa Estadual de Artesanato da Setrabes e faz parte do Programa do Artesanato Brasileiro do Ministério da Economia.
 
 "Hoje receberam a carteira um grupo de indígenas de Boa Vista e dois artesãos da região do Jatapuzinho, das etnias Wapichana e Wai-Wai. O trabalho continua, nós vamos até os indígenas, mas eles também podem nos procurar aqui na SEI. Essa carteira é válida em todo o território nacional. É um documento que comprova que eles são artesãos devidamente registrados. Com esse documento eles têm acesso a políticas públicas e até mesmo a aposentadoria", disse.
 
Camila Maria de Santos é artesã da etnia wapichana, integrante da Sociedade Indígena dos Kapoi. Ela trabalha com a produção de colares, cordões e demais itens da cultura indígena. "Estou muito feliz. Antes, onde eu ia, perguntavam pela minha carteira de artesão. Agora posso até mostrar ela", comemorou.
 
A artesã Deuzenir de Sousa Martins, também da etnia Wapichana, trabalha com a produção de cestas, colares e vestimentas indígenas também da etnia Wapichana. Ela afirmou que agora pode levar o artesanato que produz para todos os cantos do Brasil. "Além disso, a carteira nos garante direitos como a aposentadoria. Estou muito feliz em ter esse documento em mãos", afirmou.